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REVIEW: Vibes (2015) + Raw Killing (2016), de Windows彡96


"Vibes é uma mistura de sensações nostálgica de uma Califórnia (ou Miami) dos anos 80, com um belo poçante, com direito a um pôr do sol alaranjado no horizonte da praia, enquanto em Raw Killing é uma Califórnia (ou Miami) é uma sequência noturna de Vibes, totalmente pesada e com um tom de cenas de ação em cada música. Dois álbuns distintos, e ao mesmo tempo complementares." - Weirdman

Há meses atrás, antes do lançamento de Raw Killing, eu tive a chance de entrevistar o artista "anônimo" brasileiro de vaporwave Windows彡96, que, durante a sua resposta de futuros projetos, ele citou que estava trabalhando em um álbum estilo darkwave (uma versão pesada do synthwave) que estaria em breve. Dois singles foram lançados na SoundCloud dele: "Heroin" e "Exposed" foram disponibilizados. Desde 2014, na época dos primeiros álbuns Loner Waves e cccrpeddreams, Windows estava nos estados de vaporwave cru (cccrpeddreams) e o vaporwave moderno (Loner Waves), tornando os álbuns receberem avaliações bastante favoráveis pelos usuários. Depois desta historinha, vamos para o que interessa.

Vibes (2015)

 
Vibes foi lançado em 26 de setembro de 2015 na Bandcamp pessoal do artista, em seguida lançado pela gravadora online Business Casual em 30 de outubro de 2015, ambos para versão digital. O álbum está na primeira página de álbuns mais vendidos da tag "vaporwave" graças a gravadora. 

Vibes é uma combinação saborosa de sensações entre o nu disco e synthwave, misturados numa viagem aos anos 80 da era Miami Vice, com uma bela Ferrari numa estrada sem curvas, com o pôr do sol alaranjado de Miami ao final do horizonte da praia.

O álbum abre com o locutor de uma das rádios de Grand Theft Auto: Vice City e então "A New Day" começa com batidas ensurdecedoramente gostosas de se escutar num dia de sol, acompanhadas de vocais sem falas e uma espécie de baixo que combina muito bem com o som principal.

"Another Day" chega bem, não tanto quanto a anterior, com quase a mesma estética do primeiro, mas com um tom mais calmo e suave que o "A New Day" traz. 

Passando para "Red Skies", o favorito dos compradores, a canção começa tranquila com um baixo para começar, junto com um rugido de pantera no fundo, e então o vocal distorcido começa a dar partida para as fodásticas batidas combinadas com mais baixos oportunistas, onde trabalham muito bem com os sintetizadores. E isso recomeça mais uma vez com o vocal distorcido para segurar mais batidas que estão por vir. Uma das minhas favoritas também, mas não a que está em primeiro lugar.

O piano acompanha os sintetizadores ao fundo, um som de baixo vai sugindo e então as mesmas notas do piano trocam parar um som mais retrô, dando inicio ao "Run", com uma uma batida que é perfeita demais para cenas de fuga e corrida de carros numa estrada sem fim. Sem dúvida, a primeira entre as minhas favoritas do álbum.

"Facts" então começa com um pouco do vaporwave (somente nas repetições do fundo), mas logo se preenche de alguns diálogos de Grand Theft Auto: Vice City, acompanhando muito bem a base das batidas.

E na última faixa do álbum temos "After", soando mais como aquele ambiente do pôr do sol que eu falei mais acima: batidas leves e calmas, com uma estética um tanto similar ao "Another Day". O que dá início a noite em Miami, o que nos leva para o Raw Killing.

Avaliação:
☆☆☆☆½ - Quase perfeito

PRÓS:
*Sonoridade
*Minuciosamente produzido
*Uma sensação nostálgica de Miami nos anos 80 

Raw Killing (2016)


Se em Vibes tudo era bem relaxante e gostoso, Raw Killing seria a continuação inversa de Vibes na temática synthwave com batidas agressivas, violentas e muito bem desenvolvidas. Um convite para a versão noturna da linda Miami dos anos 80, com prostitutas, boates, máfias e muito tiroteio e violência.

Raw Killing foi lançado por completo no dia 28 de outubro de 2016 atualmente na Bandcamp pessoal do Windows, talvez semanas depois ele será lançado na Business Casual, e por mim é considerável que este seja uma continuação subversiva da vibe de Vibes, com muito som violento e que passa uma sensação de que constantemente você está escutando uma trilha sonora pesada de um filme de ação da década de 80 ou para os mais indies, ter a impressão de estar assassinando mafiosos em Hotline Miami, te fazendo querer escutar (ou querer que ele fizesse parte da trilha sonora do jogo) o álbum enquanto você o joga nas cenas mais intensas e violentas.

"Time Runner" começa com sons leves, mesma pegada do seu antecessor, mas então ele junta um baixo pesado e um sintetizador mais grave e aí começa algumas batidas para mostrar o que se pode esperar do álbum. E tudo recomeça e as batidas não se intensificam, mas então começa a se intensificar na base, tornando o som excelente. Um ótimo tapete de boas-vindas.

"Bloodshed" então começa com sons um tanto fortes para aquecer, quase que repetindo a mesma receita na primeira faixa, e então começam os vocais modificados.

"Exposed" começa toda cena de ação com batidas ligeiras e bem intensas, enquanto o som de fundo não cansa e se apoia aos sintetizadores mais uma vez, acompanhando os vocais modificados.

"Heroin" tem a mesma pegada intensa de "Exposed" com direito a saxofone de fundo, o que faz estas duas faixas serem as melhores do álbum. Sem palavras, basta ler acima.

Então chega "Okidata Shock" para acalmar as intensidades de "Heroin" com pegadas ainda fortes, mas com uma base um tanto mais lenta.

E por fim temos "Late Stage" para encerrar o álbum, com uma estética mista de "Okidata Shock" e "Heroin" ao mesmo tempo: intenso, calmo, forte e violento.


Avaliação:
☆☆☆☆ - Perfeito

PRÓS:
*Um ótimo ar de sequência de Vibes
*Sonoridade pesada e synthwave violento
*Minuciosamente produzido como o antecessor
*Uma sensação de Miami violenta ou de estar jogando Hotline Miami

Compre ou escute Vibes:
http://music.businesscasual.biz/album/vibes

Compre ou escute Raw Killing:
http://windows96.bandcamp.com/album/raw-killing 

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